segunda-feira, 1 de março de 2010

Epica em Curitiba dia 20/04

Esse show vai ser Épico!!!!!



Conjugação do verbo criticar

Eu critico eu
Eu criticas tu
Eu critica ele
Eu criticamos nós
Eu criticais vós
Eu criticam eles

Tecer ou ode a Penélope

Costurava letrinhas o dia inteiro. As tinha em uma caixa de vime, e as escolhia aleatoriamente.
Por mais que costurasse, a entropia não diminuía e a desordem e o caos predominavam.
Os fios estavam espalhados como teias de aranha suspensas por aquele lugar que se assemalhava a uma sala, um aposento de madeira, com a máquina no centro e uma simples lamparina como decoração.
Não via nada além, só escutava.
Quando escutava o canto do Grou, tecia desesperadamente, usando fios azuis, brancos, vermelhos, liberté, égalité, fraternité. Ficava feliz, não o escutava comumente. Mas quando acontecia, era por um longo tempo. Tecia, tecia, tecia e não sentia. Algumas vezes reparava que faltavam letrinhas, mas entendia que não faziam falta, as letras vizinhas compreendiam .
Mas na maioria das noites, escuta o som da coruja. Aí, silenciava e usava fios negros formando um bolo de retalhos negros. Costurava e descosturava, costurava e descosturava. Quando dava por si, estava no mesmo lugar, exatamente na mesma posição, há horas. Nada feito. Aí se cansava e deitava sem sair do lugar. Seu corpo presente, mas a mente longe.
Não pensava nada, só esperava a lua morrer para ver nascer outra e assim, esperar o novo dia de boa ou má sorte.

domingo, 21 de fevereiro de 2010

Como trazer sua amiga de esquerda de volta

Eu: Parei de reciclar o lixo.

Ela: O quê? Estou indo praí. AGORA.

A Casa Vazia

As roupas jogadas pelo chão, a caixa de pizza ainda jogada sobre a mesa, a louça suja e a cama desfeita. No varal há uma única toalha estendida (há quanto tempo?). As paredes descascadas dão um toque de casa vazia. Mas a casa está vazia?
A vida aparece através da fumaça do cigarro serpenteiando a tela do computador. Uma opacidade entra por pequenas frestas, como um vento imperceptível, mas luminoso, deixando aparecer somente dois olhos azuis vidrados. A música sai da caixa de som como um ópio, repetindo-se infinatamente, parecendo uma caixinha de música esquecida pelo ambiente ou enterrada na parede.
Um pensamento pode até criar eco, o tilitar das teclas do computador correspondem ao som do universo.
- Desde sempre?
- Foi assim?
A voz imaginária perguntou.
A voz imaginária perguntava.
- Não. Nem sempre.
- E quando foi?
- A casa foi abandonada. Aos poucos os cômodos foram deixados de serem visitados.
- Pq?
- Pq a lareira se apagou.
As respostas trazidas pelo vento se dissiparam neste momento. Foram se esconder na lareira apagada.

terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

Caderninho

Preciso de um caderninho para escrever acontecimentos do dia a dia
Preciso saber quantas linhas o tédio ocuparia

domingo, 7 de fevereiro de 2010

Pouco, muito pouco

Parte I
Incrível o quanto vc pode achar ser, mas na verdade não é.
Eu vejo películas poéticas, mas há os que veêm muito mais.
Eu ouço músicas alternativas, mas há os que escutam muito mais.
Eu leio clássicos, mas há os que leêm muito mais.
Eu entendo de bioquimíca, mas há os que entendem muito mais.
Eu escrevo no blog, mas há aqueles que escrevem mais (e infinitamente melhor).

Parte II
Sensação que vc nunca vai passar de rascunho quem escreveu isso?
Por baixo das várias camadas de tecido, o que sobra é pouco, muito pouco.
Um cult que não passa na verdade de aborrecimento. Nada de exagero.
Ou se exagera, o faz da pior forma possível.
Andando por ladrilhos percebe-se a piada sem graça, o assunto forçado, o caminhar desgastado, o flerte mal dado.
O problema é esse. Enquato todos querem copo meio cheio, eu posso oferecer meio vazio.